Tudo começou em uma verificação de rotina na entrada do Malha Mall, em Jerusalém. Um homem e uma mulher chegaram juntos. A mulher portava um documento palestino sem permissão legal de entrada em Israel. Com calma, o motorista afirmou: “Ela é minha filha, sou do Shin Bet, ela trabalha conosco.” Minutos depois, ambos foram detidos e o caso virou processo criminal.
Entrada ilegal em Jerusalém e falso agente de segurança
Segundo a Polícia do Distrito de Jerusalém, seguranças do shopping notaram o documento palestino durante a checagem alguns dias atrás. Questionado, o motorista insistiu que havia trabalhado no Shin Bet e repetiu a afirmação quando outro segurança pediu identificação.
Policiais da estação Moriah levaram os dois para interrogatório. A investigação mostrou que o motorista, na casa dos 50 anos e morador de Tel Aviv-Jaffa, foi até Bir Zeit, perto de Ramallah, buscou a mulher e entrou em Jerusalém sem autorização legal. A polícia também descobriu que sua carteira de motorista estava vencida desde 2010 e o carro não tinha seguro.
Com as provas reunidas, a Unidade de Acusação do Distrito de Jerusalém apresentou denúncia: transportar residente ilegal, fingir-se de funcionário público, obstrução a agente público, dirigir sem habilitação e dirigir sem seguro. Foi pedida também a manutenção da prisão até o fim do processo.
A Polícia do Distrito de Jerusalém declarou que o caso representa risco criminal e também de segurança. “A atenção dos seguranças e a inspeção rigorosa impediram a entrada ilegal e levaram à ação judicial”, afirmou a corporação. “Continuaremos agindo com firmeza contra infiltrados ilegais e quem os auxilia.”


