Uma criança de 3 anos, de Jerusalém, brincava com as chaves do carro do pai quando conseguiu abrir o pequeno controle remoto e retirou a bateria interna. Depois reclamou de dor de barriga, mas não chorou e nem mostrou sinais de engasgo. Quando o irmão mais velho disse que viu a criança engolir algo, a família correu para o Hadassah Mount Scopus. O raio-X no pronto atendimento pediátrico mostrou claramente a bateria presa no esôfago, causando danos imediatos.
Engolir bateria em crianças – uma emergência médica
Após o raio-X, a equipe chamou o gastroenterologista pediátrico Dr. Ze’ev Davidovics.
“Remover uma bateria de botão do esôfago de uma criança é um procedimento de emergência,” explicou o Dr. Davidovics. “Com anestesia geral, realizamos uma endoscopia urgente. Um tubo fino com câmera e instrumentos delicados foi inserido pela boca para localizar e retirar cuidadosamente a bateria. Depois, avaliamos o tecido para verificar o nível de dano. Em muitos casos a criança fica internada para observação, recebe medicamentos para inflamação e dor, e às vezes é alimentada por sonda para permitir que o esôfago cicatrize.”
A cirurgia contou com o Dr. Davidovics, o Prof. Dan Arbel, o anestesiologista Dr. Omer Ramadan, além das enfermeiras do centro cirúrgico e do setor de gastroenterologia. Constatou-se que a bateria já havia começado a causar lesões significativas.
Danos rápidos ao esôfago – cada minuto importa
Segundo o Dr. Davidovics, “as baterias de botão liberam uma corrente elétrica quando ficam presas no tecido. Isso provoca queimaduras internas no local e nos tecidos ao redor. Em poucos minutos o esôfago pode ser danificado e, em poucas horas, podem se formar perfurações perigosas. Por isso, engolir baterias é considerado uma das emergências pediátricas mais graves e precisa de tratamento imediato.”
Após a cirurgia, a criança foi transferida para a UTI pediátrica, recebeu medicamentos e monitoramento e, se necessário, alimentação por sonda. Ela melhorou, começou a beber e comer, e foi liberada para casa.
Orientação aos pais
A equipe pediátrica de Hadassah alerta que qualquer suspeita de ingestão de bateria, ímã ou objeto pontiagudo exige atendimento médico imediato:
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Não provocar vômito
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Não colocar o dedo na boca
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Não oferecer comida ou bebida
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Ir direto ao pronto-socorro
Para crianças acima de 1 ano, o mel pode ajudar a reduzir danos durante o trajeto para o hospital – mas apenas acima de 1 ano.
A criança segue em acompanhamento e deve se recuperar completamente.


