Do ataque na Páscoa em Jerusalém – à prisão

Dois residentes de Hebron envolvidos no ataque da Páscoa de 2024 em Jerusalém foram condenados esta semana
Registros do local do ataque combinado de atropelamento e tentativa de disparos em Jerusalém durante a Páscoa de 2024 e imagens dos dois condenados
Registros do local do ataque combinado de atropelamento e tentativa de disparos em Jerusalém durante a Páscoa de 2024 e imagens dos dois condenados

Dois residentes de Hebron, ambos com 19 anos, que na véspera da Páscoa de 2024, poucas horas antes da noite do Seder, realizaram em Jerusalém um ataque combinado de atropelamento e tentativa de disparos, no qual três pessoas ficaram feridas, foram condenados nesta semana, na quarta-feira, a 28 anos de prisão cada um.

Na manhã de 22 de abril de 2024, por volta das 8h, os dois envolvidos, Muataz Ulma e Hatem Qawasmi, chegaram em um veículo branco à Rua Techelet Mordechai, no bairro de Romema, em Jerusalém. Eles aceleraram o carro em direção a um grupo de pedestres judeus ultraortodoxos que realizavam a queima do chametz na calçada e atingiram três pessoas. Com o impacto, as vítimas foram lançadas a vários metros de distância. Três jovens ficaram feridos; um deles, de 18 anos, sofreu um ferimento na cabeça e foi classificado em estado moderado. Os outros dois tiveram ferimentos leves, principalmente nos membros e no rosto. Os feridos foram levados ao Centro Médico Shaare Zedek e ao Hospital Hadassah Ein Kerem, em Jerusalém, e receberam alta após um curto período de recuperação.

As conclusões da investigação indicaram que o ataque foi planejado previamente, com motivações religiosas e nacionalistas. Os dois adquiriram um veículo retirado de circulação e se equiparam com uma arma improvisada do tipo “Carlo” e munição. O objetivo era realizar um ataque combinado: primeiro atropelar um grande grupo de judeus e, em seguida, abrir fogo contra os sobreviventes para maximizar o número de vítimas. Imagens do local mostraram os dois saindo do veículo após a colisão e tentando atirar contra civis em fuga. Uma falha na arma impediu um número maior de vítimas na véspera do feriado.

Quando a denúncia foi apresentada contra os envolvidos no ataque da Páscoa em Jerusalém?

Em maio de 2024, cerca de um mês após o ataque, o Ministério Público do Distrito de Jerusalém apresentou uma denúncia grave ao Tribunal Distrital da cidade contra os dois acusados. A denúncia incluiu acusações relacionadas a atos de terrorismo, entre elas tentativa de homicídio, uso de arma para a prática de ato terrorista e agressão com resultado de lesões graves. Na quarta-feira, o tribunal proferiu as sentenças de prisão de longa duração e determinou ainda que cada um pagasse uma indenização de 200.000 shekels às vítimas.