A Gudjo House, uma tukul tradicional associada à herança dos judeus da Etiópia, foi apresentada ontem no centro comunitário Beit Yerushalem, em Neve Yaakov, Jerusalém. A cerimônia contou com a presença da família de Tadesa Teshuma, morto há três anos em um ataque na entrada de Jerusalém, além de representantes municipais e comunitários.
O que o Beit Yerushalem oferece aos moradores de Jerusalém?
O Beit Yerushalem funciona como um centro cultural e educativo que oferece programas de liderança, espaços de estudo, oficinas culturais e apoio ao ensino superior. Seu objetivo é fortalecer a identidade individual e coletiva da comunidade judaico-etíope e criar um espaço cultural dinâmico em Jerusalém.
No centro há uma vila etíope reconstruída. Nela está a Gudjo House, com objetos cerimoniais, arte tradicional, utensílios do cotidiano e expressões culturais que refletem a vida dos judeus etíopes. O espaço inclui também experiências de realidade virtual (VR) que mostram o cotidiano em aldeias da Etiópia, além de uma sala memorial dedicada aos que perderam a vida na jornada rumo a Israel.
Como a Gudjo House fortalece a cultura judaico-etíope?
O projeto foi realizado em parceria com a Prefeitura de Jerusalém e diversas instituições, incluindo Itzik e Orna Levy da empresa YVEL, a Federação UJA de Nova York, o Ministério do Meio Ambiente, o Ministério da Aliá e Integração e a Autoridade de Aliá e Integração. A casa é dedicada à memória de Tadesa Teshuma, cuja história integra a narrativa apresentada ao público.
O prefeito de Jerusalém, Moshe Lion, afirmou: “Estamos reconectando Jerusalém à antiga história da comunidade Beta Israel. A Gudjo House no Beit Yerushalem é uma prova viva da profundidade e da força espiritual da cultura judaico-etíope. Esse legado vive em nossa cidade e é parte fundamental da identidade de Jerusalém.”


