Uma das investigações mais importantes das últimas semanas ocorreu em Jerusalém, concentrando-se no envolvimento de jovens em episódios de violência na parte oriental da cidade. A unidade central de investigação da Polícia Distrital de Jerusalém prendeu 11 adolescentes de Issawiya, com idades entre 12 e 17 anos, suspeitos de lançar coquetéis molotov contra forças de segurança e um hospital próximo. Conduzida em parceria com a Polícia de Fronteira, a operação revelou um grupo juvenil organizado que agiu de forma coordenada e reacendeu o debate sobre o aumento da violência entre menores em Jerusalém.
Investigação da polícia de Jerusalém
A investigação começou após dois ataques com coquetéis molotov ocorridos em Issawiya há cerca de duas semanas. Segundo as autoridades, os jovens incendiaram lixeiras e lançaram garrafas incendiárias contra agentes da delegacia de Shalem e da Polícia de Fronteira que atuavam na área, chegando até a atingir um hospital próximo. Em um dos incidentes, um agente à paisana da Polícia de Fronteira sentiu-se em perigo e disparou contra os suspeitos, ferindo um deles, que foi levado ao hospital.
Durante a prisão de um suspeito de 15 anos, a polícia encontrou uma bandeira da Jihad Islâmica e vários coquetéis molotov, alguns já utilizados e outros ainda intactos. A prisão do adolescente foi prorrogada, mas ele acabou sendo libertado sob condições restritivas. Durante o avanço da investigação, outros nove jovens do mesmo bairro foram detidos, todos com idades entre 12 e 17 anos.
A polícia declarou que o grupo agiu de forma coordenada e colocou vidas humanas em sério risco. “As ações deles colocaram em perigo a segurança de agentes e civis,” afirmou um porta-voz da polícia. “A Polícia de Jerusalém continuará a agir contra todos que ameaçam a segurança pública e das forças de segurança, rastreando-os e levando-os à justiça.”
A investigação, conduzida pela unidade central da Polícia de Jerusalém, também busca identificar quem incentivou os jovens e avaliar o impacto social do aumento da violência juvenil em Jerusalém. Acusações formais devem ser apresentadas nos próximos dias, enquanto o caso reacende o debate sobre a responsabilidade criminal de menores envolvidos em atos violentos na cidade.


