Uma investigação conjunta da Lahav 433 e do Shin Bet de Israel revelou uma tentativa do Irã de construir uma rede secreta de espionagem dentro do país. Yosef Ein Eli, de 23 anos, de Tiberíades, foi preso por manter contato com agentes iranianos e receber pagamento em troca de informações – incluindo sobre o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, e seu escritório em Jerusalém.
Ação da Inteligência Iraniana em Jerusalém
Segundo a investigação, Ein Eli mantinha comunicação com seus controladores iranianos desde o fim de 2024. Ele enviava fotos e dados de hotéis e áreas turísticas próximas ao Mar Morto, onde trabalhava. Mais tarde, foi instruído a coletar informações sobre figuras públicas, fotografar bases militares e formar uma “equipe operacional” em Israel. Embora algumas missões não tenham sido concluídas, as ações foram classificadas como graves crimes de segurança nacional.
As autoridades informaram que os pagamentos foram feitos com moedas digitais para ocultar o vínculo entre o espião e seus controladores iranianos. Documentos, computadores e mensagens apreendidos mostraram o foco do Irã em Jerusalém como centro do governo e da segurança nacional de Israel.
Denúncia Contra Agente Iraniano em Jerusalém
Neste domingo, o Ministério Público apresentou denúncia no Tribunal Distrital de Beersheba contra Ein Eli por manter contato com agente estrangeiro, transmitir informações ao inimigo e receber dinheiro de entidade hostil. A polícia e os serviços de segurança afirmaram que o caso mostra como o Irã explora civis vulneráveis para coletar informações dentro de Israel – principalmente em Jerusalém, onde estão os principais órgãos governamentais e de segurança.
“A Polícia de Israel e o Shin Bet alertam os cidadãos para não manter contato com entidades hostis ou desconhecidas, mesmo diante de ofertas financeiras. Essa colaboração constitui crime grave”, dizia o comunicado conjunto.


