Kilosu yaklaşık 30 şekel – Kudüs’te üzümler elde kaldı

No Mercado Mahane Yehuda, o preço das uvas chega a cerca de 30 shekels o quilo – talvez virem passas em breve
Cachos de uvas à venda no Mercado Mahane Yehuda, em Jerusalém, com preço de cerca de 30 shekels o quilo
Cachos de uvas à venda no Mercado Mahane Yehuda, em Jerusalém, onde o preço chega a cerca de 30 shekels o quilo (Photo: Jerusalem Online News - Bari Shahar).

Quer uvas? No Mercado Mahane Yehuda, em Jerusalém, o preço das uvas chegou a cerca de 30 shekels o quilo, e os compradores passam direto. Nos bairros próximos, como Nahlaot, Mekor Baruch e Zikhron Moshe, ainda restam traços do velho cenário de Jerusalém: videiras antigas subindo em grades de ferro, ramos se enrolando nas varandas de pedra e o verde das “coberturas de uvas” que, no verão, faziam sombra nos pátios.
Antigamente, cachos de uvas pendiam sobre as varandas das casas de Jerusalém – como um lustre doce da estação.

Hoje, a maioria das videiras desapareceu, e as uvas frescas raramente são vistas nas casas. No Mahane Yehuda, as bancas estão cheias de frutas da estação, mas poucos compram uvas.
Os curiosos pegam uma uva da cesta de rede, provam – e vão embora.

Uvas de Mahane Yehuda – preços altos afastam compradores

Assim é comer uvas no fim de 2025 em Jerusalém: um gesto rápido, nostálgico e passageiro. “Cerca de 30 shekels o quilo”, diz um comprador. “Quem vai comprar assim?”
A maioria dos moradores de Jerusalém volta de bonde leve para Pisgat Ze’ev ou Neve Yaakov, ou pega ônibus para o oeste e norte – sem uvas nas sacolas. O preço elevado e a tática de escrever “uvas 15 shekels” em letras grandes e “meio quilo” em letras pequenas levaram muitos a escolher outras frutas.

Por trás desses preços estão realidades duras: guerra, calor intenso, escassez de água, baixa colheita e altos custos de transporte. Agricultores nas montanhas da Judeia abandonaram parte das plantações de uvas de mesa e voltaram-se para as de vinho, de maior valor econômico.

Da videira de Jerusalém ao símbolo nacional

A videira, símbolo antigo de prosperidade, ainda aparece nas escrituras e nas lendas – “cada um debaixo da sua videira e da sua figueira” – uma imagem de paz e tranquilidade. A fábula “a raposa e a vinha” continua viva.

No passado, em Jerusalém, as pessoas enrolavam arroz em folhas de uva, secavam as uvas nos telhados planos e faziam vinho caseiro como preparação para o inverno.
Uma das sete espécies bíblicas, a videira era ensinada nas escolas como símbolo de perseverança, raízes e humildade. Os vinhedos de Israel espalham-se pela Galileia, Golã, montes da Judeia, vale de Elá, e até pelo Neguev e Lakhish. As condições são simples: calor no verão, frio no inverno e solo pedregoso em terraços.

Talvez aí resida sua beleza – dar muito pedindo pouco. Mesmo quando as uvas ficam sozinhas nas bancas, lembram aos habitantes de Jerusalém o que já foi. Uvas caras, mas queridas. Olhando para as cestas, as pessoas recordam os desenhos de cachos da infância, o suco doce que refrescava a garganta – e aprendem novamente com a videira: humildade, generosidade e entrega sem preço.