Jerusalém, onde fé, comércio e circulação de dinheiro se cruzam diariamente, tornou-se o centro de um raro escândalo financeiro. Uma investigação conduzida de forma discreta e ampliada até a cidade revelou o chamado caso “Righteous Exchanger”, uma operação de câmbio ilegal avaliada em milhões de shekels e ligada diretamente a atividades comerciais em Jerusalém.
O nome atribuído ao caso reflete a imagem associada ao principal suspeito. Segundo os investigadores, seu histórico religioso e aparência ligada à Jerusalém tradicional ajudaram a criar uma percepção de confiança na comunidade, o que teria permitido que a atividade continuasse por um longo período sem levantar suspeitas.
Como funcionava a troca ilegal de dinheiro em Jerusalém?
De acordo com a investigação, três moradores de Modiin Illit são suspeitos de operar serviços financeiros sem licença, incluindo a troca de cheques e atividades relacionadas à lavagem de dinheiro e infrações fiscais. Após meses de investigação sigilosa, o caso entrou em sua fase aberta com operações coordenadas em Jerusalém e na região de Samaria, incluindo buscas em quatro estabelecimentos comerciais dentro da cidade.
O que as apreensões indicam sobre a lavagem de dinheiro em Jerusalém?
Durante as operações, foram apreendidos cerca de 482 mil shekels, 38 mil dólares americanos, 3.400 euros e outras moedas estrangeiras. Para os investigadores, os valores apontam para uma operação estruturada e contínua, e não para um episódio isolado. Está prevista a coleta de depoimentos de dezenas de pessoas que teriam utilizado os serviços dos suspeitos, com o objetivo de fortalecer o conjunto de provas.
Os três suspeitos foram liberados sob condições restritivas, enquanto o processo judicial segue em andamento. As autoridades destacam que a investigação ainda não foi concluída e que novos desdobramentos, especialmente no ambiente comercial de Jerusalém, não estão descartados.


