Queima de livros sagrados em Jerusalém – profanação na noite

Dois incêndios no centro de Jerusalém – Edifício Clal e sinagoga – iniciaram uma perseguição noturna a um suspeito
Páginas queimadas e enegrecidas de livros sagrados após o incêndio em uma sinagoga no centro de Jerusalém
Páginas queimadas encontradas após o incêndio na sinagoga no centro de Jerusalém (Photo: Israel Police Spokesperson Unit)

Em uma das últimas madrugadas, pouco depois da meia-noite, a polícia recebeu um alerta de incêndio no Edifício Clal, no centro de Jerusalém. Equipes de bombeiros e policiais chegaram rapidamente e encontraram vários armários de escritório queimados, com densa fumaça tomando o andar. As primeiras informações indicam que um homem iniciou o fogo e deixou o local minutos depois. O segurança do prédio relatou ter visto o suspeito fugindo.

Cerca de meia hora depois, enquanto as equipes ainda atuavam no Edifício Clal, um novo chamado surgiu – um incêndio dentro de uma sinagoga em Jerusalém. A polícia, guiada por uma testemunha, localizou o mesmo suspeito e encontrou um isqueiro entre seus pertences. Pelo salão de oração havia páginas queimadas, rasgadas e enegrecidas de livros sagrados espalhadas pelo chão.

As sinagogas no centro de Jerusalém ficam próximas ao Edifício Clal?

O centro de Jerusalém reúne comércio, escritórios e locais de culto em um espaço denso e interligado. Sinagogas como Zoharei Chama na Rua Jaffa, Hesed VeRahamim nas proximidades e as congregações históricas Tzemach Tzedek, Hurvat Rabbi Yehuda Hahasid e Zichron Moshe ficam a poucos minutos a pé do Edifício Clal. Essa proximidade faz com que um incêndio em um prédio comercial possa ocorrer a poucos metros de um espaço religioso ativo.

O que significa a queima de livros sagrados em Jerusalém e no mundo?

Em comunidades onde livros sagrados representam identidade, memória e espiritualidade, sua destruição é vista como uma violação profunda. Em Jerusalém, o impacto é ainda maior: páginas queimadas de talmud ou livros de oração carregam peso emocional e cultural imediato. Em diversos países, episódios assim são classificados como vandalismo violento ou expressão extrema de sofrimento psicológico, mas em uma cidade onde o sagrado, a vida pública e a identidade se cruzam, cada caso provoca sensibilidade e alarme comunitário imediatos.

O suspeito, um homem de 52 anos residente de Beit Shemesh, foi detido e está sendo interrogado. A polícia investiga possíveis ligações com outros incidentes recentes na cidade.