Rede de Prostituição em Jerusalém: Mulheres Importadas do Brasil

Investigação revela como mulheres do Brasil foram forçadas à prostituição em Jerusalém
Centro da cidade de Jerusalém à noite durante investigação sobre prostituição e tráfico humano
Centro da cidade de Jerusalém à noite após a revelação da rede de prostituição (Photo: Jerusalem Online News – Yuli Kraus)

Por trás da aparência comum das ruas de Jerusalém, uma rede secreta de comércio sexual operou por meses. Segundo a investigação, um casal do norte de Israel montou um sistema para recrutar mulheres no Brasil, organizar sua entrada no país e colocá-las na prostituição em Jerusalém e em outras regiões.

As mulheres teriam sido recrutadas por meio de falsas promessas de trabalho legal e melhores condições de vida. Após chegarem a Israel, ficaram presas em um sistema controlado, dependendo totalmente dos responsáveis por seu trabalho e renda. Investigadores afirmam que a operação foi sistemática e gerou grandes lucros.

De Onde Vêm as Mulheres da Indústria da Prostituição em Jerusalém?

De acordo com a investigação, a maior parte do recrutamento ocorreu na América do Sul, especialmente no Brasil, visando mulheres em situação de vulnerabilidade econômica e social. Os suspeitos mantinham contato direto, ajudavam nos preparativos de viagem e acompanhavam a chegada.

Ao chegarem a Jerusalém, as mulheres foram colocadas em apartamentos e locais destinados à prostituição, sob rígida vigilância e controle financeiro total. Fontes ligadas ao caso dizem que muitas vítimas têm dificuldade para sair do ciclo de exploração devido a dívidas, ameaças de deportação e falta de apoio social.

Os suspeitos foram presos nos últimos dias para interrogatório. A polícia solicitou a prorrogação da detenção no Tribunal de Magistrados de Jerusalém para dar continuidade às investigações.

A Polícia do Distrito de Jerusalém afirmou que “continuará a agir com firmeza contra o tráfico humano e a exploração de mulheres, utilizando todos os meios disponíveis para levar os responsáveis à Justiça e proteger a dignidade e a liberdade humanas”.