Um morador de 50 anos de Jerusalém chegou recentemente ao pronto atendimento do Centro Médico Shaare Zedek após dois meses de piora respiratória, tosse persistente e marcadores inflamatórios elevados. Apesar do tratamento medicamentoso oferecido na comunidade, seu estado não melhorou e ele começou a apresentar falta de ar progressiva, o que levantou um sinal de alerta entre a equipe médica. Só mais tarde ficou claro que a origem dos sintomas severos era algo minúsculo, quase inacreditável: uma vértebra espessa de osso de frango do caldo que havia sido aspirada para os pulmões e causado uma obstrução completa de um dos canais respiratórios.
O que causou a pneumonia que não respondia ao tratamento?
Diante do agravamento da dificuldade respiratória e da falta de resposta à medicação, os médicos do Instituto de Pneumologia do Shaare Zedek, sob a direção do professor Gabriel Izbicki, decidiram realizar uma broncoscopia urgente para localizar a origem do problema. Durante o procedimento, o diretor da Unidade de Broncoscopia, Dr. Nader Abdel Rahman, encontrou uma obstrução total do pulmão direito. Apenas depois de limpar o tecido ao redor é que a causa foi revelada: uma grande vértebra de osso de frango profundamente presa nas vias aéreas.
Como os médicos retiraram o osso que bloqueava o pulmão?
Segundo o Dr. Abdel Rahman, “ficamos surpresos ao encontrar uma vértebra grande de osso presa no pulmão, provocando inflamação local e um acúmulo de tecido ao redor. O corpo cria uma espécie de cápsula ao redor de um corpo estranho, o que intensifica ainda mais o bloqueio. O paciente estava claramente em risco de vida e a situação poderia ter terminado de outra forma”. Ele acrescenta que, nos últimos anos, têm aumentado os casos de adultos que aspiram objetos sem perceber.
O paciente, identificado apenas como A, relata: “passei muito tempo com uma tosse tão forte que quase me sufocava. Não entendia o que estava acontecendo. Quando cheguei ao Shaare Zedek e soube que passaria por um procedimento, fiquei apreensivo, mas confiei nos médicos. Até hoje mal acredito que um osso entrou no meu pulmão”. Sua esposa acrescenta: “nunca ouvi uma tosse assim. A equipe não descansou até encontrar o problema – e graças a eles ele já está se sentindo ótimo”.
No Instituto de Pneumologia do Shaare Zedek lembram que, ao contrário do que muitos imaginam, não são apenas crianças que aspiram corpos estranhos. “Recebemos muitos casos de adultos que chegam com objetos presos nos pulmões e nem sabiam disso”, observa o Dr. Abdel Rahman. “A mensagem é simples: quando a condição respiratória não melhora por um longo período, é essencial fazer uma investigação completa”.


